sábado, 31 de agosto de 2013

A banalização da reforma política

   A lei eleitoral é falha e os partidos políticos conseguem manobrar nesses artigos de forma sagaz. A reforma política já era assunto em evidência antes do #vemprarua, mas hoje é o centro dos debates e foi banalizada pela presidente com o tal plebiscito. Um exemplo que não vejo sendo apontado é o excesso de candidatos por partido e vou centrar nesse caso. 

 “Art. 10. Cada partido poderá registrar candidatos (...) até cento e cinqüenta por cento do número de lugares a preencher. § 1º No caso de coligação para as eleições proporcionais, independentemente do número de partidos que a integrem, poderão ser registrados candidatos até o dobro do número de lugares a preencher.” 

    Baseado no trecho da lei eleitoral acima, o PSOL/SP, considerado um partido pequeno, conseguiu colocar 92 candidatos para vereadores da capital do SP, em uma coligação com o PCB com 2 candidatos, de acordo com a lei, nessa manobra o PSOL poderia ter mais 16 candidatos totalizando 110, o dobro de 55 (nº de vagas da câmara). Caso o PSOL/SP não fizesse a coligação com o PCB poderia colocar apenas 82 candidatos, 150% de 55, o que ainda é um número elevado. A lei que barra esses partidos nanicos foi esquecida e um maior detalhamento da legislação transformando em uma discussão vazia por dilma com assuntos como voto distrital. 

    O excesso de candidatos no atual sistema é valorizado, pois quanto mais pessoas famosas (palhaços, atores, ex-atletas e etc) puxando votos para a coligação fica mais fácil eleger algum político. A eleição perde credibilidade com tantos buracos na lei e a cabeça do eleitor fica confusa. A propaganda eleitoral continuará sendo um circo e os palhaços, nós.

 Dep. Tiririca

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O mito da "geração facebook"



   No último ano com a massificação das manifestações de rua (#contraoaumento, #vemprarua e etc) estudiosos vem tentando explicar como esse fenômeno vem ocorrendo e a principal linha de pensamento é que o facebook é o responsável por tudo, mas fatores periféricos dessa realidade são esquecidos. Os “anonymous” são grandes destasques no panorama atual na internet e não são reconhecidos por esses “estudiosos”.

    O facebook nada mais é do que uma alternativa para os jovens atualmente e não é o responsável diretamente, os estudantes sofrem com a falta de diálogo aberto ou falta de democracia no movimento estudantil e vêem as redes sociais como meio para encurtar as distâncias mas nem isso é garantia de liberdade, almejada, prova disso é a investigação sofrida pelos “anonymous” por parte da polícia federal, com interrogatórios e etc.

    As redes sociais não são o começo, mas sim o fim e os “anonymous” como destaque são ativistas que visam garantir a liberdade de expressão. As manifestações ocorrem sendo complementadas por ações na internet, um lado apoiando o outro. Setores da nossa geração mostram que não são umas anomalias alienadas reproduzindo futilidades no computador e que sabem se posicionar criticamente frente a problemas encontrados.



sábado, 13 de julho de 2013

Ditadura e corrupção no movimento estudantil

   Uma das melhores professoras que tive, um dia disse que a nossa geração é uma “juventude atordoada, sem exemplos de moral”, fiquei surpreso, pois essa é a realidade do movimento estudantil (me). Ficou evidente nesse último mês que existe uma voz de vanguarda nas ruas, indo contra esse atordoamento, isso incomodou a elite e preocupa os poderosos, mas não se vê os debates citarem essa verdade sobre o me.

   O me é construído principalmente nas universidades públicas, as disputas internas das diferentes correntes políticas se direcionam basicamente para os CA’s e DCE’s, essas são entidades representativas dos estudantes lá dentro, geralmente as decisões direcionam as ações para fora, como protestos e etc.

   Até ai para muitos leitores é assunto trivial, o grande problema é a avalanche de corrupção e falta de democracia nessas entidades, os jovens estão nas ruas gritando pelo fim da corrupção no congresso, mas sempre esquecem da autocrítica. Eleições de CA’s que não existe campanha, votos fantasmas, prestações de contas furadas ou inexistentes, dinheiro da carteira de estudante financiando drogas ilícitas ou bebedeira.

   Muitas vezes o estudante comum, tenta ajudar ou buscar informações e é tratado de forma truculenta, e é cerceado no seu direito de opinar.  Essa situação é muito contraditória, e os órgãos superiores não nos dão exemplos de moral e ética, incentivando essas práticas. Isso é uma prova de que as famosas marchas de hoje podem virar apenas um sopro sufocado e sem força amanhã, se não houver uma grande reforma interna.

Manifestantes contra a corrupção em SP

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A história não contada do "contra o aumento"!


   Em janeiro de 2011 houve uma coincidência de datas entre manifestações contra o aumento da tarifa do transporte no brasil, quanto a essas manifestações não havia nenhuma novidade, durante décadas essa pauta foi colocada no movimento estudantil porém a ideia de utilizar um site na internet para unifica-los e nacionaliza-los surgiu naquele mês a partir de entidades como o DCE-UFPB (João Pessoa) e o movimento “Revolta do Buzu” (Salvador) por exemplo.

sábado, 15 de junho de 2013

O Neoliberalismo de Dilma!

  Uma vez uma colega de curso no 5º período me perguntou se política era: “essa coisa de Lula e FHC”, eu respondi que era isso, mesmo sabendo que é mais amplo. Vou expor fatos para provar o posicionamento contraditório da Presidenta, portanto, essas são “as coisas da Dilma”:

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dicionário das siglas estudantis


     As juventudes dos partidos políticos são divisões internas onde os integrantes em geral são jovens estudantes que participam de atividades defendendo o seu partido e os posicionamentos dos mesmos. Não vou apenas me limitar em expor as juventudes mas também a ANEL e correntes internas dos partidos. Todos os grandes partidos possuem juventudes pois esse setor da sociedade tem um peso de votos grande. Segue abaixo as definições das siglas e nomes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A UNE não me representa!


   A UNE (União Nacional dos Estudantes) é uma entidade de caráter político criada em 1939 e tem o CONUNE (Congresso da UNE) como sua instância interna de maior importância, por exemplo esse ano contará com a presença da presidente Dilma. O histórico de luta por direitos subtraídos é comprovado, a influência nas esferas federais também, mas aonde estava a UNE no cotidiano estudantil, quando nós mais precisávamos ?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

César Cielo e a falta de exemplos para a juventude brasileira.

       Para ficar mais demonstrativo a idéia, uma situação que me pareceu bastante contraditória e peculiar: o nadador brasileiro César Cielo Filho, medalha de ouro na olimpíada de Pequim em 2008, segundo reportagem da revista época em 2008 na sua juventude teve a escolha de ficar no Brasil ou ir treinar nos Estados Unidos, país fértil em produzir grandes campeões olímpicos nesse esporte, ele escolheu ir para lá com uma bolsa de estudo em uma universidade local.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A realidade política do brasil hoje.


   O contexto político atual do Brasil é de instabilidade, pois nossa república é constituída de três poderes, judiciário, legislativo e executivo e eles não encontraram ainda um caminho de convívio em harmonia mesmo que as leis que existam direcionem com propriedade para uma interligação entre eles.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Renan Calheiros o bom presidente do senado.


   Renan Calheiros, senador da república, foi eleito presidente no 1º dia de trabalho no senado federal. Ele será um bom presidente, dentro de uma análise imparcial, onde são levados em consideração pontos de destaque em seu discurso. Por incrível que pareça, quem acompanha realmente as ações do senado sabe que esse senador possui coerência nas suas ações.

   Esses são os principais pontos apresentados pelo senador em seu discurso de candidatura à presidente: democracia e liberdade de expressão, racionalizar as estruturas administrativas, meritocracia e eficiência, modernização institucional do país, brasil destino insubstituível de investimentos. Além dessa base conceitual ele possui apoio político do maior partido no Senado, o PMDB.

   Renan Calheiros sofreu e sofre pré-julgamentos de setores da sociedade, principalmente da imprensa, que infelizmente produzem posicionamentos sem acompanhar a realidade do senado federal, tudo isso com segundas intenções políticas, é mais fácil ter alguém com ‘teto de vidro’ para apedrejar, do que expor as suas falhas. Infelizmente estratégia política é para poucos, e sobra apenas atitudes desesperadas e inconsequentes. Esse senador merece sim o voto de confiança do povo brasileiro.


                                      Sen. Renan Calheiros PMDB/AL

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Iniciando os trabalhos

No meu blog irei postar textos com opiniões minhas sobre assuntos diversos com foco na política nacional e mundial, o 1º texto será sobre a eleição de Renan Calheiros no senado e de como ele por discurso inicial será um bom presidente.