sábado, 13 de julho de 2013

Ditadura e corrupção no movimento estudantil

   Uma das melhores professoras que tive, um dia disse que a nossa geração é uma “juventude atordoada, sem exemplos de moral”, fiquei surpreso, pois essa é a realidade do movimento estudantil (me). Ficou evidente nesse último mês que existe uma voz de vanguarda nas ruas, indo contra esse atordoamento, isso incomodou a elite e preocupa os poderosos, mas não se vê os debates citarem essa verdade sobre o me.

   O me é construído principalmente nas universidades públicas, as disputas internas das diferentes correntes políticas se direcionam basicamente para os CA’s e DCE’s, essas são entidades representativas dos estudantes lá dentro, geralmente as decisões direcionam as ações para fora, como protestos e etc.

   Até ai para muitos leitores é assunto trivial, o grande problema é a avalanche de corrupção e falta de democracia nessas entidades, os jovens estão nas ruas gritando pelo fim da corrupção no congresso, mas sempre esquecem da autocrítica. Eleições de CA’s que não existe campanha, votos fantasmas, prestações de contas furadas ou inexistentes, dinheiro da carteira de estudante financiando drogas ilícitas ou bebedeira.

   Muitas vezes o estudante comum, tenta ajudar ou buscar informações e é tratado de forma truculenta, e é cerceado no seu direito de opinar.  Essa situação é muito contraditória, e os órgãos superiores não nos dão exemplos de moral e ética, incentivando essas práticas. Isso é uma prova de que as famosas marchas de hoje podem virar apenas um sopro sufocado e sem força amanhã, se não houver uma grande reforma interna.

Manifestantes contra a corrupção em SP

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A história não contada do "contra o aumento"!


   Em janeiro de 2011 houve uma coincidência de datas entre manifestações contra o aumento da tarifa do transporte no brasil, quanto a essas manifestações não havia nenhuma novidade, durante décadas essa pauta foi colocada no movimento estudantil porém a ideia de utilizar um site na internet para unifica-los e nacionaliza-los surgiu naquele mês a partir de entidades como o DCE-UFPB (João Pessoa) e o movimento “Revolta do Buzu” (Salvador) por exemplo.